A pálpebra dormente que acalenta
Uma existência nociva e perpetua
Que da rosa do amor
Não me restou sequer uma pétala
Estrangeiro em solo divino
Sabe deus quanto amo e morro
Dilacerando meu corpo vazio
Em cada gole anestesiado do seu corpo
Procurando um gesto um olhar
Na infinidade nociva da beleza
Inútil como uma prostituta
Divina como uma freira
Destilando sua existência
Mórbida perfeita e cintilante
Em minhas palavras melodicamente trágicas
O amor inconstante quase palpável
Como algemas mulher minha.
Seus olhos já não me ligam a deus
Seus braços não são os meus
Agora és imperfeita, mortal.
Agora vôo alto demais não os vejo mais
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