quinta-feira, 10 de julho de 2008

o vale e a fumaça

Um cadaver deposto em seu abismo
O infinito perdido no vale
O peito fundo a face palida
Sem um grão de felicidade

O desatino do lado oposto
Que esse meu cerebro difunde
O rosto ,rosado virgen
Em meu corpo quase imune

condenado a perpetua pena
uma prisão interna
e o suicidio ludico me acena
esperando o divino e a vida eterna

nada e fumaça...

terça-feira, 8 de julho de 2008

japoninha

nunca vi olhos tão sedutores
aos cegos olhos meus
nem em retrato ou ser
tamanha semelhança com deus

nunca me vi em outro corpo
que esse corpo ja´não é meu
e minha alma já é de meu amor
e tudo que ha em mim agora é seu

nunca mais amor ou vida
de prezeres tão escassos
ficarei com minha morfina
e com o esboço de seu rosto abstrato
dormindo em meu sonho eterno.